Viva uma vida plea, com convicção para viver o que realmente vale a pena ser vivido!

20/11/2016 12:25:00

identidade preservada

 

 

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Quando uma viagem de volta ao mundo fez uma JOVEM conectar teoria com realidade prática para exercer sua PRÓPRIA VOCAÇÃO!



Chegou uma hora em que desisti dos meus monólogos disfarçados de orações, e a Palavra de Deus prevaleceu: “... mas Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. (Jo 10:10b)

“É isso, Jesus! Eu quero esta vida em abundância!”.


Ah, e não era uma “abundância” no sentido de ser uma vida cheia de aventuras e experiências radicais. Em meio a um mochilão de volta ao mundo, sozinha, aos 24 anos, sem respaldo financeiro de ninguém, só com minhas economias, ficava evidente que a vida abundante de João 10:10 ia muito além de lugares paradisíacos, culturas exóticas, e selfies de tirar o fôlego nas redes sociais.

 

Nesta viagem, visitei obreiros de Deus pelo mundo e descobri realidades muito mais humanas do que eu pensava – e por isso mesmo, mais divinas. Até aquele momento eu tinha uma imagem distorcida de obreiros de campo.
Achava que eram todos “diferentes”, “melhores”, “mais especiais”.
E percebi que eram pessoas comuns... como todos os crentes perdoados e rendidos a Jesus. Minha admiração ficou mais genuína e minha reverência a Deus, mais profunda - de fato, é Ele quem faz a obra.

 

E da mesma forma que fui surpreendida por Deus agindo no natural, o sobrenatural me arrebatou. Não, não vi milagres de cura, nem tive visões ou sonhos sobrenaturais, nem ouvi uma voz do além.
Mas vi a transformação sobrenatural em mim mesma, aquela que ser humano nenhum pode fazer. Mudança drástica de valores: status, reconhecimento, dinheiro, viagens... tudo o que era tão desejado foi perdendo a graça. 

 

Conheci povos sem nenhuma presença cristã. Sabe, quando você olha bem no fundo dos olhos de alguém que não faz a mínima ideia de quem seja Jesus, de alguém que morrerá antes que uma bíblia chegue em suas mãos; quando você se identifica com uma pessoa como criatura feita à mesma imagem e semelhança, de carne e osso, com família, vontades, sonhos; quando você sente e lembra do imenso amor que Deus tem por ela, e como ela se torna inimiga dele ao se render a outros deuses... E vê que ninguém está lá para avisá-la dessa tragédia!

Quando você vê tanta desconexão e injustiça... Bom, é bem provável que um milagre aconteça em seu coração. O sobrenatural naquela viagem não veio em sonhos e visões – ele veio transformando o íntimo do meu ser.

 

Eu tive acesso a palavra de Deus no Brasil, para onde foram enviados milhares de cristãos, dentre os quais muitos foram martirizados. Algumas das pessoas com quem me encontrei nessa viagem, tinham recebido pouquíssimos ou nenhum cristão entre seu povo. Muitos diziam que eles eram resistentes ao Evangelho, mas como rejeitar algo que nem lhes fora apresentado? 

 

Nesta viagem de volta ao mundo uma das conversas mais marcantes foi com um etnólogo cristão, que atuou em um mapeamento de povos carentes do evangelho. Minha pergunta:

Qual a melhor estratégia para alcançar essas etnias não-alcançadas?


E, esperando por uma resposta elaborada de estratégias e fundamentos teóricos profundos, recebo um simples...

“Precisamos viver entre eles”.


Era isso: eles precisavam de testemunhas de Cristo que planejassem sua vida entre eles: se mudar, estudar, casar, ter filhos, comprar uma casa... em algum lugar do mundo onde não houvesse crentes em Cristo Jesus.
 

Diante de todas essas coisas, minhas prioridades viraram de cabeça para baixo. A meta de ser uma excelente profissional e poder dizer: “é porque eu sirvo a Deus” tinha perdido o brilho. Fazer um bom trabalho continuava na pauta, mas como obrigação de qualquer seguidor de Jesus. Como disse Lutero, em resposta ao sapateiro: “se quiser ser um cristão melhor, faça um bom sapato e venda por um preço justo”.
 

Finalmente eu entendi que Deus não seria glorificado em minha vida pelo sucesso profissional ou social. Ele seria glorificado se eu estivesse vivendo uma vida plena de significado, com convicção de que valeria a pena viver!

 


E foi assim que dos 25 aos 30 anos morei na Ásia, entre cidades e vilarejos remotos, vivendo entre um povo esquecido pela igreja, desprezado pelo mundo, mas amado por Deus.

Aos poucos, algumas igrejas começaram a interceder por eles e a enviar mais obreiros.

Hoje o povo ainda permanece não alcançado, sem bíblia em sua própria língua e sem igreja. Mas conta com um punhado de servos e servas de Deus, empenhados em permanecer naquele lugar inóspito, estudando, casando, criando filhos e envelhecendo entre eles.

Glórias a Deus por isso!