Sem arrependimentos – a vida de William Borden – parte 3

29/10/2018 12:30:00


Continuaremos com a história de William Borden. Caso você tenha perdido os 2 capítulos anteriores, leia o primeiro aqui e o segundo aqui

William se forma em Yale e vai para o seminário por orientação da agência da época (Missão para o Interior da China). No seminário ele fica um pouco decepcionado com o que aprende, mas mantém-se firme em suas convicções bíblicas, se forma com boas notas e, finalmente, cumpre o requisito que lhe fora imposto. 

Enquanto estuda teologia, ele também pesquisava sobre o campo. Ele descobre, então, uma cidade em que é possível morar, que há missionários cristãos ali, mas nenhum deles se esforça para alcançar os muçulmanos. O nome da cidade é Lanzhou, no noroeste da China.  

Outra descoberta importante foi a necessidade de aprender mais sobre o islamismo e sua língua “santa”, o árabe. Ele decide ter o seu treinamento diretamente no campo. Assim que terminou o seminário, passou 6 meses mobilizando e foi para o campo ser treinado. 

Borden chega ao Egito todo entusiasmado! E como já lhe era habitual, a liderança carismática e a seriedade no trabalho de falar sobre Jesus o levam a coordenar a distribuição de 800 mil literaturas em árabe, logo nos primeiros meses de campo! Ele tinha um foco lá longe, mas não deixava de fazer o que podia “aqui perto”. 

Ele decide morar com uma família local, o que facilitaria o mergulho na aquisição linguística e cultural, além de proporcionar oportunidades concretas para entender o islamismo no dia a dia dos muçulmanos. Mas é vivendo em condições tão precárias que ele contrai meningite, com toda a sua gravidade, ainda mais acentuada pelas limitações médicas no Cairo naquela época, 1913. 

Borden então se lembra da viagem de volta ao mundo, com 16 anos, quando pela primeira vez sente a gigantesca necessidade de mais trabalhadores nos campos. Se lembra do que ouvira na conferência do Movimento de Estudantes Universitários: “... não é um piquenique, pode lhe custar a vida...”. Se lembra da decisão de ajudar a carregar a parte mais pesada do tronco. Se lembra de todos os marginalizados socorridos e de todos os universitários alcançados. Se lembra dos muçulmanos da China... e depois de 19 dias enfermo, ele falece. 

My ImageAo recolher os seus pertences, sua mãe encontra a sua bíblia e lê a primeira frase que ele tinha escrito quando lhe falaram para não desperdiçar a vida em missões, “no reserve” (sem reservas). Ela também lê a frase escrita após as recusas de promissoras carreiras: “ no retreat” (sem retroceder). E, por último, ela lê uma frase escrita nos últimos dias da vida de seu filho: “No regret” (sem arrependimentos). 

Após a sua morte, sua família envia dinheiro para a construção de um hospital em Lanzhou, que abençoa milhares de muçulmanos chineses até os dias de hoje. Além disso, a vida e a morte do jovem William Borden inspirou seus colegas e outros estudantes a viverem uma vida que valesse a pena ser vivida! 

E você? Como você quer viver? 

Que o Senhor Jesus nos conduza a uma vida sem reservas, sem retrocessos e sem arrependimentos. 

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