Cinco artimanhas que Satanás usa para minar a conversão de muçulmanos

13/04/2018 12:17:10

Greg Livingstone


 

autor: Greg Livingstone

Fundador de Frontiers
 

Deixe-me lhe dar algumas notícias encorajadoras: apesar de algumas histórias infundadas e estatísticas exageradas, a verdade é que...

Nunca na história houve tantos muçulmanos dobrando seus joelhos ao Senhor Jesus!
Os últimos 27 anos de colheita intensa entre os muçulmanos têm sido notáveis!

Como alguém que ofereceu a maior parte de sua vida para entender o Islam e compartilhar o evangelho com muçulmanos, eu acho que temos todas as razões para estarmos alegres, gratos e esperançosos. O Senhor está em movimento. E apesar da vasta maioria dos muçulmanos ainda precisar ser alcançada, o Rei dos reis não está aflito por causa das imensas barreiras para alcançá-los.


De volta ao Livro, diz-se que Jesus resgatará pessoas de “toda tribo e língua e povo e nação [grupo étnico]” (Apocalipse 5:9). Assim, temos motivos bíblicos e observáveis para crer que haverá mais milhares e milhares de muçulmanos naquela maravilhosa multidão adorando o Salvador!

Mas eu também posso dizer que é cedo demais para se sentir triunfante ou satisfeito com a resposta que temos atualmente.

  • 98% dos muçulmanos de todo o mundo, 24% por cento de todos os homens, mulheres e crianças no planeta hoje, ainda estão sob o engano do falso profeta.

Suas almas estão em sério perigo.

Satanás ainda aprisiona pessoas demais. Nós devemos orar, traçar estratégias e trabalhar para ver mais muçulmanos abraçarem o evangelho e vir para Jesus.


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As Cinco artimanhas de Satanás

O apóstolo Paulo escreveu: “não ignoramos suas [de Satanás] intenções” (2 Corintios 2:11). Eu consigo pensar em pelo menos cinco estratagemas que Satanás usa para manter muçulmanos no engano.


Artimanha #1: Satanás insiste para que vejamos os muçulmanos como nossos inimigos.
Satanás quer que esqueçamos que ele, o grande Enganador, é nosso inimigo.
Pelo contrário, ele nos quer com medo ou negligenciando os muçulmanos. Muitos cristãos no Ocidente veem muçulmanos como bandidos que merecem o julgamento de Deus (como se nós não merecêssemos!) e que não merecem a misericórdia de Deus (como se nós merecêssemos!).
Isso é satânico. Por que nós que somos ordenados a amar nossos inimigos (Mateus 5:44) ficaríamos indiferentes ao ouvir sobre mortes e sofrimento de tantos na Líbia, Iemen, Síria, Iraque, Eritreia, Paquistão e outros?

 

Artimanha #2: Satanás espalha relatórios exagerados sobre conversões entre muçulmanos.
Um livro bem popular diz: “Centenas de milhares de muçulmanos estão se apaixonando por Jesus”. Apesar de bem intencionado, é uma chamada enganosa.

Muitos repassam histórias não documentadas, geralmente contadas por obreiros nacionais que são tentados a fazer declarações que agradem aos seus mantenedores financeiros. Se perguntarem a praticamente qualquer muçulmano se ele ama a Jesus, a resposta provavelmente seria: “Claro. Jesus é o nosso segundo profeta.

Muçulmanos amam tanto a Isa Al Masih que corrigem a falsa declaração de que ele morreu na cruz. Allah nunca permitiria que aquilo acontecesse porque Allah também o ama.”. Mas admirar Jesus, mesmo como um profeta sem pecado, não significa que um muçulmano está reconciliado com Deus.

Os cristãos mais bem informados sobre o mundo muçulmano concordam que mais muçulmanos se tornaram cristãos desde 1990 do que em todos os séculos antes disso desde Maomé. Mas a maioria destas conversões aconteceram em apenas alguns países, e geralmente apenas entre certos grupos étnicos em um país


Esses movimentos para Cristo em Bangladesh, Indonésia e Irã são exemplos de que o que oramos ainda acontecerá em outros povos muçulmanos.
A Turquia talvez possua apenas cinco mil crentes entre 80 milhões de turcos.
Líbia, Iemen, Arábia Saudita, o Golfo Árabe, as Maldivas, Malásia e o Paquistão têm menos que cem cidadãos conhecidos, de origem muçulmana, que assumem Cristo publicamente.



Artimanha #3: Satanás mente dizendo que missionários ocidentais não são mais necessários porque crentes nacionais já estão fazendo o trabalho de forma mais barata e eficiente.

Talvez seja verdade que crentes preparados e dispostos a arriscar suas vidas para fazer discípulos entre seu próprio povo ou entre seus vizinhos muçulmanos. Mas isto é muito raro.
A maioria dos cristãos em locais como Paquistão, Malásia, Índia, China, Iraque, Síria, Líbano, etc., ou não estão preparados ou não estão dispostos. A maioria dos corajosos ex-muçulmanos publicamente declarados vivem hoje no Ocidente, e não entre o seu próprio povo.

 

Por exemplo, existem congregações enormes, maravilhosas e dinâmicas, com crentes chineses e indianos na Malásia, mas nem uma dúzia entre eles está disposta a correr o risco de testemunhar para os mais de 19 milhões de muçulmanos malaios. Lá não existe uma única comunidade com anciãos malaios!

No Paquistão, os cristãos (cujo contato social com muçulmanos ainda sofre bloqueios porque eles são considerados parte de uma casta hindu baixa) encaram um perigo bastante real e presente de serem acusados de “blasfêmia contra o Profeta”, o que não raramente leva a ser morto na mesma hora, antes mesmo que a pessoa consiga um julgamento.
Quem pode condená-los por se manterem em silêncio por Cristo, uma vez que estão rodeados de muçulmanos iletrados, frequentemente orientados pelo Talibã, que preferiria exterminar todos os cristãos de uma vez?

 

Artimanha #4: Satanás cria dissenções entre missionários a respeito de metodologias.

Satanás está se esforçando em colocar missionários e seus mantenedores contra outros missionários, parceiros no campo, por conta de diferenças metodológicas. Não é diferente das controvérsias que começaram na década de 60 quando cristãos carismáticos e não-carismáticos decidiram taxar uns aos outros de “não bíblico” ou “demoníaco”.

Esta é um ponto de oração urgente. Ore para que missionários e suas agências sejam livrados de consumir precioso tempo e recursos em debates sobre as metodologias “corretas” sobre como testemunhar para muçulmanos.
 

Artimanha #5: Satanás espalha a mentira de que é errado colocar a sua família em risco para servir no campo missionário.

Isto é compreensível a partir de uma perspectiva emocional. Mas não é bíblico.
Tanto o testemunho da Escritura como a história da igreja testificam a necessidade e o preço a ser pago por cristãos de arriscar as suas vidas, e por vezes as vidas de seus familiares, por causa do evangelho. Nós somos enviados como “ovelhas entre lobos” (Lucas 10:3). As chances de ovelhas contra lobos não são nada boas, a não ser, é claro, se Deus estiver com elas.

 

Como diz John Piper, “Um casal cristão deve colocar seus filhos em perigo como parte de sua missão em levar o evangelho aos povos não alcançados deste mundo? Uma resposta direta: "Sim. Por que? Porque a causa vale o risco, e desta forma os filhos têm maiores chances de se tornarem peregrinos e exilados que exaltam a Cristo, renunciam ao conforto e lutam contra a miséria, do que se forem protegidos de todo risco na segurança deste mundo."

 

Será que os missionários mais antigos que foram até a África foram irresponsáveis, sabendo que pelo menos metade deles morreriam de malária ou outras doenças? Enviaremos missionários hoje em dia para lugares onde milhares estão morrendo de ebola? Ou, o que dizer de um país como o Afeganistão onde pelo menos quarenta missionários foram mortos nos últimos anos? Ser casado e ter filhos nos desqualifica? Onde está escrito isso na bíblia?


Ore por mais

É correto nos alegrarmos por viver em uma era em que a colheita global está sendo feita! E talvez estejamos no ápice de um grande movimento de muçulmanos a Cristo.

Recentemente retornei de uma reunião da Visão 5:9 na Tailândia, onde 840 missionários, líderes de agências e crentes (240) aceitaram com determinação e fé o desafio de orar e jejuar para que o Senhor da seara atraia para si, 10% dos muçulmanos ao redor do globo até 2027.

 

Mas vamos ficar alertas. Não devemos ser ignorantes em relação às artimanhas de Satanás.
Satanás vai nos enfrentar, mas Deus não será escarnecido pelas suas artimanhas.
Jesus vai enviar trabalhadores à seara a fim de que levem as boas novas onde muçulmanos estão perecendo em descrença.

Tudo o que precisamos fazer é pedir com fé.

Você vai orar? Você irá?